Fuga dos Mortos (conto interativo) – Parte 2

POSTADO POR: admin sex, 19 de abril de 2013

Este é um conto-interativo que estreou na semana passada e pretende ocupar as próximas quintas deste blog. A ideia é apresentar contos curtos e interligados, onde ao final de cada um é apresentada uma enquete com opções para que você possa decidir a próxima ação do protagonista, assim participando do enredo e influenciando diretamente no final da história.
Para acompanhar seu conteúdo, e começar a participar dessa interatividade, é sensato que você leia o capítulo anterior:
O conto-Interativo ‘Fuga dos Mortos’ é postado toda quinta e terá sua enquete encerrada a meio-noite de domingo. Continuando na semana seguinte e assim por diante até o seu final que pode ser a qualquer momento dependendo do rumo que os leitores derem a história.

Anteriormente, em Fuga dos Mortos…
…Já em casa, Bernardo senta em frente ao ventilador na esperança que ele refresque suas ideias, e mentalmente tenta relembrar os possíveis lugares onde poderia ter sucesso em sua busca por comida. 
Por segurança ele pega um caderno gasto e começa a desenhar um mapa mal tracejado onde assinala três pontos específicos ao redor do quadrado legendado como’Prédio Santa Luzia’. O mercado da rua de trás, a lanchonete de fast food logo em frente, e a padaria localizada na esquina da mesma rua.
Tentando não pensar no que acabara de ouvir da chorosa neta do velho Santana, ele coloca suas anotações de lado e relaxa os músculos tentando encontrar o sono, e que junto com ele venham as respostas que precisa para suas perguntas.

Ignorando os fatos, o dia insistiu em amanhecer radiante. Os pássaros,
os únicos animais que ainda podiam ser ouvidos por esse mundo devastado,
cantavam freneticamente, como se soubessem o que estava prestes a acontecer.
Bernardo acordou, mas a verdade é que nem havia dormido, passou a noite à base
de pequenos cochilos constantemente interrompidos pela sua mente inquieta.
Quando o sol nasceu, ele já sabia o que fazer.
Bebeu um copo de água da torneira enquanto olhava as anotações que
havia feito na noite anterior, um mapa detalhado das possíveis fontes de alimento
ao redor do velho edifício. Quando abriu a porta de seu apartamento encontrou
Mauro e Virgílio no corredor. O sindico se adiantou em falar:
– Bom dia rapaz. Pronto para ser um herói?
– Vai ser quase como em um jogo de vídeo game. – completou Mauro.
– É, me sinto como no pacman!
– Bom, eu separei esses apetrechos para vocês. Creio que será bem útil
lá fora.
O síndico estendeu a dupla um pé de cabra e uma tora de madeira maciça
que logo Bernardo identificou como sendo um os pés da mesa de jantar de
Virgílio. Mauro agiu rapidamente e se armou com a ferramenta de metal, sobrando
para Bernardo o tacape improvisado.
– Já pensaram em algum plano.
– Sim. Eu tenho uma vaga ideia do que faremos.
Com cuidado eles abriram o portão do prédio, até então lacrado desde o
início da epidemia, e lançaram-se passo a passo na rua, na primeira vista
Bernardo conseguiu contar cerca de vinte zumbis dispersos pelo local. Com o
dedo indicador fez sinal de silêncio para Mauro que vinha logo atrás nitidamente
assustado.
Os dois seguiram agachados rente ao muro do prédio usando alguns
arbustos como escudo, e rapidamente conseguiram alcançar a esquina sem serem
notados pelas criaturas. De lá, Bernardo pode espiar seu alvo. O mercado do
bairro ainda estava com as portas abaixadas e parecia intacto, poderiam usar o
pé de cabra para forçar as trancas, mas ficariam expostos e vulneráveis durante
o procedimento.
– Certo. Vamos fazer o seguinte, você me cobre enquanto eu tento
arrombar a porta com esse pé de cabra aí.
– Sem chance. Eu não vou encarar essas coisas de frente, e nem vou me
desfazer da melhor arma que temos em mãos. Você me cobre, e eu arrombo a porta.
Bernardo analisou bem a estrutura física de Mauro, e teve dúvidas se
ele seria capaz de tal proeza. Mesmo sabendo que aquele não era um bom momento
para entrar em discussões e desacordos, ainda assim tentou argumentar.
– Cara, será necessário muita força para fazer aquela fechadura ceder,
e não temos tempo para perder com tentativas. Não seria melhor que eu…
– Eu já falei, negão! Ninguém vai tirar esse sólido pedaço de metal de
mim. E vamos logo com isso, estou louco por um café da manhã.
Sem esperar por uma tréplica, Mauro se adiantou em atravessar a rua em
disparada, obrigando Bernardo a segui-lo.

Já em frente ao mercado, o jovem instrutor de capoeira se viu obrigado
a esperar impacientemente enquanto o seu vizinho abaixado, tentava encaixar a
ferramenta sobre uma frecha do portão.
– Ei! Dá pra ser um pouco mais rápido com isso?
– Eu tô tentando. Eu tô tentando!
Devido ao seu nervosismo, ou talvez pelo suor em suas mãos, Mauro
deixou o pé de cabra escapar. A ferramenta bateu no portão e saiu tintilando
pelo chão, caindo aos pés de Bernardo. O barulho produzido chamou a atenção de
meia dúzia de zumbis que passavam pelo final da rua de trás. Percebendo a ação,
o bando de cadáveres iniciou uma marcha eufórica em direção a dupla.
– Mas que merda!
Bernardo se armou da ferramenta, com um empurrão tirou Mauro de frente
a fechadura, e tomou as honras. Com a adrenalina a mil, ele usou toda a força de
seus braços em uma alavanca que arrebentou o trinco da porta do mercado.
Aliviado, Bernardo puxou a porta para cima, sendo surpreendido pelo
alarme sonoro do mercado que foi ativado na sequencia. Agora teria poucos
segundos para agir antes que o lugar ficasse infestado de mortos-vivos
sedentos.
Olhou para trás e viu Mauro se levantando tardiamente, tão desnorteado
pelo som do alarme que nem notou que um dos zumbis já o alcançara e estava
prestes a ataca-lo.
Novamente Bernardo tinha uma decisão difícil pela frente.

***
Resultado da última enquete:

Chegou a hora de participar desta história e dar sua contribuição para o rumo da trama. Você pode votar na enquete abaixo até a meia-noite do próximo domingo (dia 21) e acompanhar o caminho escolhido pela maioria na próxima quinta.
Também é importante que vocês usem os comentários do blog para aumentar essa interatividade que é essencial para a conclusão deste projeto.

O que Bernardo deveria fazer?

Voltar e tentar salvar Mauro, acertando o zumbi
Gritar para alertar Mauro sobre o zumbi
Entrar no mercado e fechar a porta, deixando Mauro para morrer
Para não perder o fio da meada e poder acompanhar o rumo desta história até o seu final, sugerimos que siga o perfil do blog no Twitter, e curta nossa página no Facebook, onde sempre serão postadas informações sobre os próximos capítulos.

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