Ainda em posição de alerta

POSTADO POR: admin ter, 18 de novembro de 2014

O tiro foi na cabeça, uma imagem horrível. Quando o delegado chegou, encontrou o Padre estirado no chão, bem ao lado do confessionário. “Quem está por trás dos disparos?”, esta era a pergunta que rondava a cabeça do homem da lei.

Em 30 dias corridos era o trigésimo corpo encontrado nos arredores da igreja, localizada na pequena cidade de Darmstadt[1], no sudoeste da Alemanha, um ano após o fim da segunda guerra mundial.
Contudo, este disparo tinha uma diferença crucial em relação aos demais. “O tiro ocorreu aqui dentro, a bala não veio de fora”, pensou o delegado que, rapidamente pediu reforços e solicitou o isolamento do local. “Se ele estiver aqui, vamos pegá-lo”, pensou de novo.
Em minutos o santuário fora cercado e uma equipe especial da polícia estava prestes a agir em seu interior. Após uma breve conferência com seus homens, o delegado foi para a sacristia enquanto esperava pelo resultado das buscas no interior da igreja.
Rapidamente os disparos começaram. Foi uma sequência aterradora. E logo depois, um silêncio tomou conta do ambiente. Sem saber qual era o resultado de tais disparos, o delegado tentou contato pelo rádio com vários dos seus homens sem qualquer sucesso. Intrigado, ele acionou a equipe externa e nenhum dos vinte homens respondeu.
O delegado sacou a sua arma, e quando abriu a porta olhou cuidadosamente para todas as direções. O que ele viu fora seus homens mortos, caídos pelos cantos. “Quem está aí?”, gritou, e não ouviu nada, além do eco da sua própria voz.
Cuidadosamente, ele saiu da sala, e tão logo o fez foi surpreendido pelo cano gelado em sua nuca, e obedecendo ao comando recebido, deitou-se e abandonou a arma no chão. Em instantes recebeu um chute violento em sua costela. A dor fora profunda e ao contorcer-se virou seu peito para o alto e viu o cano do fuzil a não mais que um palmo de distância das suas fuças.
O jovem soldado não aparentava mais de 20 anos em sua face, carregava a marca de um tiro em seu peito e vestia um uniforme Russo: “Nazista, qual é a sua patente?”, perguntou.
“Eu sou delegado, não sou um soldado”, respondeu.
“Está preso por atentar contra a vida de um soldado Russo e será julgado como devido”, falou o soldado.
Neste instante, o delegado sentiu que um frio monstruoso percorreu todo o seu corpo e então respondeu: “Filho, a guerra acabou”.
Foi a última coisa que disse na vida, pois recebera um tiro fatal entre os seus olhos. E lá se vão décadas, pois o espírito do atirador russo ainda se encontra em posição de tiro no alto da torre da igreja. Qualquer um que se aproxime a um raio de 800 metros corridos do local é abatido com extrema precisão, do jeito que só um sniper russo é capaz de fazer.
[1] Cidade alemã que durante a Segunda Guerra Mundial sofreu um dos maiores ataques aliados da história entre os dias 11 e 12 de setembro de 1942, e que deixou mais de 12.000 mortos pelo caminho devido ao grande número de bombas lançadas pelos aliados.

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